Quem consegue resistir a um belo prato de feijão? Se for cozido no fogão à lenha, melhor ainda, né? Seja de que jeito, certo é que o tradicional feijão com arroz é presença constante na mesa dos brasileiros. Até mesmo nas quadras das escolas de sambas já se tornou imprescindível uma boa feijoada durante os ensaios. E sob uma temperatura acima dos 40 graus. E nos últimos meses, o brasileiro presenciou uma oscilação, talvez nunca vista com tanta intensidade, no preço do produto, tendo chegado à casa dos R$ 6,00 o quilo do feijão. E mesmo assim, não paramos de consumir. O feijão é um dos alimentos básicos de vários povos, principalmente dos brasileiros, constituindo sua principal fonte de proteína vegetal. Nas sementes, o teor protéico varia de 15 a 33%, sendo ainda um alimento energético com 341 cal/100 g. Graças às suas comprovadas propriedades nutritivas e terapêuticas, o feijão é altamente desejável como componentes em dietas de combate à fome e à desnutrição. Ademais, ocorre uma interessante complementação protéica quando o feijão é combinado com cereais, especialmente o arroz, proporcionando, em conjunto, os oito aminoácidos essenciais ao nosso organismo. Além do seu conteúdo protéico, o elevado teor de fibra alimentar, com seus reconhecidos efeitos hipo-colesterolêmico e hipoglicêmico, aliado às vitaminas (especialmente do complexo B) e aos carboidratos, tornam o seu consumo altamente vantajoso como alimento funcional, representando importante fonte de nutrientes, de energia e atuando na prevenção de distúrbios cardiovas-culares e vários tipos de câncer.
Alguém já se perguntou algum dia, de onde e como surgiu esse alimento? Levar para casa, este produto é muito fácil: Escolhe-se o produto nas gôndolas dos supermercados pela marca em que confia ou no preço mais acessível, e pronto. Mas e o processo para ele chegar até ali, alguém conhece?
Nossa redação foi até Curitiba, mais precisamente na THI Alimentos Indústria responsável por algumas das melhores marcas de feijão como o Feijão DuRio, para pesquisar e trazer até você, leitor, a história e o cultivo do Alimento Cultivado, mais apreciado em nosso país. Vamos saborear juntos!
História
O feijão é um dos alimentos mais antigos da humanidade. Acredita-se que
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existam cerca de 60 espécies do grão, sendo que apenas cinco são cultivadas. Já era cultivado no antigo Egito e na Grécia e cultuado como um "símbolo da vida". O grão era usado como pagamento de apostas pelos antigos romanos, que o serviam em suas festas gastronômicas. Também há referências de que na Grécia antiga e no Império Romano o feijão era usado para votar: o feijão branco representava um sim e o feijão preto representava um não. Mas, existem várias hipóteses para explicar a origem do feijão. Há arqueológicos que dizem que cerca de 10.000 a.C., o feijão tenha sido utilizado na América do Sul, no Peru e transportado para a América do Norte. Há hipóteses que a domesticação do feijoeiro dos tipos selvagens iguais a do tipo crioulas simpáticas foram encontradas no México. Existem relatos antigos do feijão que ocorreram na Bíblia, no Egito, nas ruínas de Tróia, no Império Romano, nas cortes inglesas e francesas, onde o feijão fazia parte da dieta dos guerreiros para as guerras, ajudando assim o seu uso e cultivo. O feijão foi levado para a Europa em 1540, seu cultivo livrou a Europa da fome, aumentando assim a expectativa de vida.
No Brasil
Existem vários tipos de feijão, sendo que os mais comuns no Brasil são: carioquinha, preto, vermelho, de corda, jalo, branco, rosado, fradinho, rajado e bolinha.
O feijão carioquinha, às vezes é confundido com o rajado, mas tem grãos menores, mais claros e com tom mais próximo do bege. É um dos mais tradicionais grãos consumidos no Brasil. É rico em ferro e por isso, é uma fonte valiosa de energia, além de ter menos calorias que o feijão preto.
Por sua vez, o feijão preto é comumente citado como feijão tartaruga, talvez fazendo referência à sua aparência magra, escura e semelhante a uma concha. Possui uma textura aveludada, apesar de manter bem sua forma quando é cozinhado. Uma “entidade” na mesa do brasileiro é o ingrediente básico para a feijoada e muito popular no Rio de Janeiro. Tanto os feijões pretos secos como os enlatados estão disponíveis durante todo ano. O Brasil é o maior produtor de feijão com uma produção 2005/2006 estimada em 3.265 t, em 4.034 ha com um rendimento médio de 808 kg/ha, segundo dados da CONAB. Na mesma linha, as informações indicam que no país apenas 100 mil toneladas do que é produzido destina-se à exportação. A maior parte da produção brasileira de feijão não ultrapassa as fronteiras.
Beneficiamento
Na viagem à Curitiba em visita ao interior da THI Alimentos, tivemos a
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oportunidade de fotografar e observar que conforme a colheita, o beneficiamento do Feijão. Feijão DuRio também constitui-se numa operação de grande importância, já que os métodos de colheita não proporcionam um produto final limpo e padronizado em condições de ser comercializado.
O Feijão DuRio passa por um processo de limpeza para melhorar a pureza, germinação e vigor.
O beneficiamento é feito, geralmente, por três equipamentos principais: a máquina de ar e peneira. Mesa Densimétrica, passa pelas escovas para polir o feijão e em seguida a selecionadora de grãos que possui mais recursos para separar impurezas de tamanho e densidade próximos da semente. O que traz muita qualidade e mais sabor para o feijão.
Armazenagem
Após o beneficiamento, o feijão armazenado, destinado ao plantio ou ao consumo, deve receber tratamentos especiais para evitar sua depreciação.
Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um dos produtos agrícolas de maior importância econômico-social, devido principalmente à mão-de-obra empregada durante o ciclo da cultura. De acordo com a Embrapa, quanto menos tempo ficarem armazenados, melhor será a qualidade dos feijões. A condição de temperatura mais favorável, por um período de 6 meses, deve ser um ambiente frio, mas não abaixo de zero, sendo o ideal entre 20ºC e 25ºC, e umidade relativa média de 75%. O armazenamento de feijão pode ser feito por dois métodos: a granel ou em sacaria. No Brasil, em geral, prevalece a sacaria.
Consumo e Safra
Atualmente, o consumo médio de feijão no Brasil gira em torno dos 19kg/habitante/ano. De 2001 em diante, o consumo per capita apresentou ligeiro aumento, passando de 16,5 kg em 2001 para 19 kg em 2009. A produção anual de feijão preto no Brasil oscila entre 500 e 600 mil toneladas. A maior safra foi em 2006/2007, quando ultrapassou as 600 mil toneladas. Atualmente, o Brasil importa anualmente entre 50 e 70 mil toneladas feijão preto, principalmente da Argentina.
Na Gôndola
No estado do Rio de Janeiro, o Feijão DuRio que é cultivado em Curitiba e vem conquistando as prateleiras dos principais supermercados, preocupa-se em buscar o que há de melhor e levar até à mesa dos cariocas um produto de qualidade com muito mais sabor.